Acabaram-se as desculpas para não mudar – e a culpa é da neuroplasticidade

Durante muitos anos acreditou-se que o nosso cérebro era imutável, ou seja, que passaria uma vida inteira sem que ele fosse capaz de mudar, de se auto adaptar. E, por essa, razão também muitas vezes, ao longo dos anos, fomos ouvindo a expressão “burro velho, não aprende línguas”. Contudo, a neuroplasticidade veio trazer novos contornos a esta abordagem e o que ontem se dizia verdade, hoje é, exatamente, o oposto, pelo que, sim, hoje, “burro velho, aprende línguas”!

E, porque isto é importante para si?

Hoje, a ciência comprova que o cérebro tem a possibilidade real de mudar, de se adaptar e de criar novas ligações, o que significa que nós podemos sempre mudar, aprender, criar novas coisas na nossa vida, pelo que, a afirmações como “pois, mas eu sou assim”, “o meu pai já era assim”, “eu sempre fui assim” perdem todo o sentido quando usadas para explicar resistência ou oposição a uma mudança qualquer.

A neuroplasticidade vem desmentir antigas crenças e reafirmar a possibilidade que as pessoas têm de mudar, porque o cérebro tem a capacidade de se moldar, de se ajustar, de criar novos caminhos neurológicos ao longo de toda a nossa vida. Ora, isto quer dizer que todos os nossos hábitos, tudo aquilo que achamos que não podemos alterar, na verdade PODEMOS.

Sem dúvida, que a parte genética tem uma componente importante na nossa vida, mas não é determinante. A ciência prova que nós podemos, assim o decidamos, criar novas conexões que permitem adoptar, por exemplo, novos hábitos.

Sabemos que 80 por cento do nosso dia é construído à base de hábitos, é feito de forma automática, porque isso permite ao nosso cérebro não despender energia e, neste contexto, criar novos hábitos é como incluir, na estrada que estamos habituados a percorrer – e o fazemos, até de olhos fechados – ervas altas. O que vai acontecer? Já não pode percorrê-la de olhos fechados e vai gastar mais energia para se adaptar à nova paisagem. Ou seja, vai gastar mais energia para poder pisar, saltar e contornar as ervas. Quando a percorrer várias vezes, todos aqueles novos passos para pisar, contornar e saltar vão tornar-se um hábito, porque o cérebro tem capacidade para se ajustar, para se adaptar, para aprender novas formas de fazer e pensar.

Por isso, seja em processo de cura ou de criação de novos hábitos, você tem já garantida esta capacidade de se adaptar, pelo que, da próxima vez que lhe surgir na mente algo como “mas, eu sou assim…”,  pense duas vezes, e mude o registo, porque você PODE, se o DECIDIR.

 

Patrícia Rosa

Alta Produtividade

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