Quem responsabiliza pelos seus resultados?

Acredito que já se tenha feito esta pergunta a si mesmo, numa ou noutra ocasião, mas será que, verdadeiramente, refletiu sobre a sua resposta.

Pois, é precisamente disso que vamos aqui falar hoje. E vamos falar, mais precisamente, sobre um conceito muito importante para o alcance dos nossos resultados. Locus de Controlo, diz-lhe alguma coisa? Provavelmente não, mas estas duas palavras referem-se ao grau de responsabilidade que assumimos pelos resultados que temos na nossa vida. Ou seja, refere-se ao quão responsáveis nós acreditamos que somos relativamente aos nossos resultados.

E como é que isto funciona?

Ora, quando temos um Locus de Controlo Interno significa que acreditamos que os nossos resultados são uma consequência daquilo que fazemos. Puxamos a responsabilidade para nós mesmos e assumimo-la por completo.

Por outro lado, quando temos um Locus de Controlo Externo, de alguma forma, tendemos a responsabilizar os outros pelos nossos resultados ou a ausência deles. Isto é, atiramos a responsabilidade para exterior..

Os estudos dizem – nomeadamente alguns conduzidos pela ONU – que as pessoas que obtêm maiores e melhores resultados e que têm mais sucesso, têm também um Locus de Controlo Interno muito maior. Portanto, acreditam que aquilo que acontece na sua vida, os resultados que alcançam, seja a nível das relações que estabelecem; seja a nível da sua independência financeira; seja a qualquer outro nível das suas vidas, são da sua responsabilidade.

Já as pessoas que não têm a vida que querem acabam por atribuir a responsabilidade pelo que lhes acontece aos outros, revelando um Locus de Controlo Externo maior.

A forma como atiram a responsabilidade para os outros é variada: não obteve resultados, porque o patrão não remunera devidamente; ou porque o nosso sistema é assim ou assado; ou é a crise; ou o marido é desta ou daquela forma; ou os filhos não as compreendem; ou porque não se conseguem concentrar, porque toda a gente as interrompe… enfim, os argumentos podem ser infindáveis, mas o ponto comum é sempre o mesmo: nunca neles está a sua própria responsabilidade pelos resultados que obtiveram.

Na verdade, quando não assumimos a nossa responsabilidade pelo nosso sucesso, estamos a abdicar do nosso Poder Pessoal e isso, claramente, nunca é positivo.

Abdicar do nosso Poder Pessoal significa que estamos a transferi-lo para os outros e, na verdade, nunca seremos capazes de alterar os seus comportamentos e atitudes. Isto quer dizer, que estamos literalmente a auto limitar o nosso poder e a assumir uma posição passiva perante a vida.

Claro que podemos até conseguir influenciar o outro, mas não conseguimos controlá-lo. Agora, se se colocar numa perspetiva de responsabilidade pelo seu sucesso, pelos seus resultados, então, sim, poderá tornar-se um agente ativo na alteração dos seus resultados.

Portanto, hoje, convido-o a refletir sobre a pergunta com que iniciei este artigo: Quem responsabiliza pelos seus resultados?

E, vá mais longe! Se considerássemos uma escala de 0 a 100, sendo que 0 significaria que não usa de todo esta responsabilidade perante os seu resultados, e 100 refletiria uma postura de responsabilidade, que pontuação daria a si mesmo?

De 0 a 100, quão é responsável pelo seu sucesso?

Para o ajudar a responder, observe o seu discurso, os seus diálogos. Muitas vezes, basta escutarmo-nos para percebermos quem somos. O discurso de julgamento e de responsabilização dos outros é, frequentemente, feito de forma inconsciente e não nos damos conta que estamos, constantemente, a abdicar do nosso Poder Pessoal.

Partilhe comigo a que conclusões chegou!!

 

Patrícia Rosa

High Performance Leadership Coach & Trainer

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